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27/02/2012

Letras catarinas: um poema de Luiz Eduardo Caminha


E S C U L T O R  -  II
   
Os dedos,
Em tênues movimentos,
Emprestavam à argila,
As formas que na mente,
Sua vontade expressava.

Cinzel e martelo,
Dança frenética,
À pedra bruta
Imprimiam contornos,
Detalhes sutis.

Pouco a pouco,
O barro tomava corpo,
E como se vivo fosse,
Mostrava a obra criatura,
Que encantava o criador.

Passo a passo,
Bloco pesado e rude,
Cedia esperançoso
Modelando-se fremente
O suave abstrato da mente.

Um sorriso de prazer,
No canto dos lábios,
Refletia do escultor:
O que a mente lhe ditara,
Seus olhos ora viam.

O mesmo sorriso,
Fluídico prazer
Refletido nos olhos.
Criatura e criador,
Abstrato concreto.

Seus dedos compuseram,
A sinfonia dos movimentos,
A sincronia da arte,
A harmonia das formas,
Sua obra, um pedaço de seu eu!!!

O cinzel contundente
Concebera a esperança.
Pedra bruta, escultura grácil.
Metamorfose expressa.
Completava-se a obra



   Luiz Eduardo Caminha
 Homenagem ao grande escultor e amigo Pita Camargo.
    Blumenau, Dezembro / 97.

13/09/2010

Mais Vincent...


Já tive a oportunidade de apreciar referências importantes para compreender um pouco a obra de Vincent: contato com obras em museus, visitando Auvers sur Oise, publicações (Obra Completa, da Taschen; Biografia por Jo Van Gogh-Bonger, sua cunhada; Cartas à Theo).


Mas tenho em minhas mãos uma referência interessantíssima sobre Vincent Van Gogh, que ganhei de uma querida amiga. Como ela é psiquiatra, já conversamos muitas vezes sobre o artista atormentado. Desta vez ela me trouxe de presente uma biografia do artista do ponto de vista médico.


Fica aí a dica de leitura, para quem se interessar!

A Doença e a Arte de Vincent Van Gogh
Elza Márcia Targas Yacubian
Casa Leitura Médica

"Apesar da falta de reconhecimento profissional por parte dos seus contemporâneos, Vincent Van Gogh desenvolveu uma idéia artística própria, alcançando uma vasta obra só tardiamente reconhecida e de inestimável valor na atualidade. Sua enfermidade, bem como a influência desta em sua obra, tem sido objetivo de numerosas investigações e especulações, desafiando a medicina mais de 150 anos após o seu nascimento. Suas cartas autobiográficas e o diagnóstico de seus médicos confirmam o fato de que ele apresentou sintomas físicos e psicopatológicos, especialmente nos seus últimos anos. A patografia de van Gogh é facilitada por suas cartas, cuidadosamente ordenadas por Johanna van Gogh-Bonger, a esposa de seu irmão Theo. Neste texto, não existe a ambição de trazer contribuições científicas sobre a possível doença ou renovar a interpretação de algum aspecto de sua obra, são apresentados apenas o resumo do material colhido nas publicações citadas na bibliografia. Ao final, constata-se que a admissão em um hospital nos dias atuais de um gênio como Vincent van Gogh seria um desafio semelhante ao que enfrentaram os médicos do século XIX."

27/07/2010

Poesia em fio e trama



As imagens são de algumas peças de tecelagem em tear de pente liço feitas por Verônica Martins. Informações, (47) 3367 7080










'Na tecelagem, os fios longitudinais compõe a urdidura, e os transversais formam a trama. Diziam as antigas tecelãs que a urdidura é o destino que nos é dado, e que a trama é o livre-arbítrio, o conjunto de tudo o que fazemos, a cada dia. A vida então é um tecido, resultado do cruzamento de nossas heranças com aquilo que escolhemos acrescentar de único e pessoal.'

Noni Ostrower, na apresentação do livro "A Grandeza Humana - cinco séculos, cinco gênios da Arte", de autoria de sua mãe, Fayga Ostrower, publicado depois de sua morte.

06/05/2010

Resgatando as memórias de pirralha


Pensando no aniversário das amiguinhas dos tempos de escola, fica aqui o registro das minhas lembranças...
Felicidades, meninas!
Lilian
(clique na imagem para ampliá-la)