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06/07/2010

Fornos para Cerâmica - parte 4 - Forno de papel

Forno de papel
Podemos chamar de um forno show, pois a queima possibilita um evento espetacular. Sobre uma base de tijolos onde estão dispostas as peças, armamos um cone com algumas escoras de madeira. Por sobre as peças colocamos carvão, serragem, estrume e lenha, cuidadosamente, acompanhando sempre a estrutura interna deste cone. Não podemos esquecer dos espaços vazios para a chaminé e as bocas de alimentação (a quantidade de bocas depende do tamanho do forno). Envolvemos este cone com uma malha metálica (tela de galinheiro), amarrada às escoras com arame fino. Camadas de jornal seco e de jornal embebido em barbotina são colocadas alternadamente, atentos para não deixar bolhas de ar durante a construção entre uma camada e outra. Imediatamente após a ultima folha de jornal, o fogo é aceso. Uma chama bem pequena dá inicio à queima. Gradativamente aumentamos este fogo, a fim de obtermos a temperatura desejada. No auge desta queima, línguas de fogo saem pela chaminé e buracos laterais, que vão se abrindo durante o processo final. Neste momento, todo o material combustível está ardendo. É um espetáculo. Passado algum tempo, o fogo vai diminuindo até que a tela metálica que sustentava a parede do forno desmorone. Acabou, agora é esperar o fogo apagar e procurar as peças em meio às cinzas.



A base do forno sendo montada com os tijolos refratários.

A base do forno sendo montada com os tijolos refratários.


As bocas de alimentação já montadas.



Início da montagem do cone.

Início da montagem do cone.

Reforçando a estrutura do cone.


Forno de papel 2


Preparação das bases das peças.


As peças já colocadas sobre as bases e o início da colocação do carvão. A bola é uma peça minha!

Aspecto do forno numa etapa mediana da construção.


Mais combustível acrescentado: serragem, estrume, ripas de madeira.


Acrescentando a tela de arame ao cone.



Chegando a barbotina para o revestimento de papel.


A primeira camada de jornal com barbotina começa a subir. Este tentado molhar o papel na barbotina é o João!


Forno de papel 3



Ninguém pode ter medo de botar a mão no barro. Eu, o João e Cia em ação!!!


Camada após camada, o cone vai sendo coberto com papel e barbotina.


Agora, só faltam os últimos retoques; depois, é acender o fogo.



Chega a noite, começa a festa, à luz bruxoleante dos quatro fornos.


O trabalho de realimentar o forno não pode parar.




O cone é agora uma impressionante árvore de labaredas.


O cone é agora uma impressionante árvore de labaredas.


Ninguém consegue desviar os olhos do forno que se auto-consome.


De repente, o cone começa a desabar: só quem merece consegue ver.


As últimas chamas estão prestes a se extinguir.


Que pena, agora só no ano que vem!

Obrigada Maria, pelo rico material!

Fornos para Cerâmica - parte 3 - Forno a gás

Forno a gás
Praticidade em matéria de queima alternativa, este forno favorece ao ceramista a construção de peças maiores, uma vez que os tijolos são dispostos em torno da peça. Deixamos os espaços onde os queimadores são acomodados e uma pequena abertura superior, que funciona como chaminé. O combustível deste forno é o gás GLP e o tempo de queima é de aproximadamente 08 horas.Resulta um trabalho bem queimado e com as marcas que o fogo proporciona. A temperatura final depende do controle na pressão de entrada e saída do gás. Uma vez terminada a queima, esperamos o esfriamento dos tijolos e abrimos o forno, retirando as peças prontas.





A base de tijolos começa a ser montada; os cachorros também participam.

Sobre a base, cria-se o apoio da peça, vista em primeiro plano.


A peça, antes de ser posta no forno.



Posta sobre a base, a peça vai sendo envolta por uma parede circular de tijolos empilhados.

A peça tem de ficar totalmente envolta pelo forno.


Todas as frestas são vedadas com barro; a música ajuda.

Ligado o queimador ao bujão de gás, agora é só acender o fogo.

Detalhe do queimador a gás.


Como os outros, este forno queimará até o amanhecer.

30/06/2010

Fornos para Cerâmica - parte 2 - Forno de Serragem

Forno de serragem
Este não é necessariamente um forno para queimar a cerâmica, e sim para efeitos estéticos nas peças, isto porque não atinge uma temperatura mínima suficiente para biscoito. Portanto colocamos as peças já queimadas no meio da serragem, acomodadas em forno de tijolo, construído de maneira simples: tijolo sobre tijolo, sem argamassa. No máximo, depois de pronto, fechando com argila alguma eventual fresta.A serragem deve queimar lentamente, mas sem fogo. Uma vez que estamos trabalhando com uma atmosfera redutora, isto é, com pouco oxigênio, não podemos deixar que incendeie. Neste caso não teríamos os efeitos escurecidos objetivados neste tipo de queima.


Primeiro a base de tijolos, onde o forno será erguido


As paredes do forno já estão prontos, agora é encher com as peças e a serragem.

As peças vão sendo colocadas gradativamente, o espaço entre elas todo preenchido com serragem.

Depois de cheio, retira-se o tronco ao centro: neste espaço a queima começará, por igual.

Aceso o fogo, ele é reduzido a brasas;

A serragem deve queimar sem chamas. O forno é coberto com uma chapa de ferro, sobre a qual se empilham alguns tijolos.

Fechadas as frestas com barro, a serragem vai queimar até se consumir.
As peças queimadas neste tipo de forno adquirem um colorido bem característico.


Créditos: http://artecatarina.blogspot.com/2010/06/fornos-artesanais-para-queima-para.html

Fornos para Cerâmica - parte 1 - Fogueira

FOGUEIRA
Tipo de queima tradicionalmente indígena, ainda hoje utilizada (claro que com algumas adaptações).Consiste de um buraco no chão, proporcional à quantidade de peças a serem queimadas. Um fogo pequeno é feito no interior do buraco a fim de secar a umidade da terra. As peças são ajeitadas aí enquanto ainda quente, mas sem fogo. Uma grade de ferro grosso é apoiada sobre o buraco e então inicia-se propriamente a queima, com um fogo brando, para que as peças aqueçam lentamente. Alimenta-se o fogo com moderação até que as peças estejam cobertas de brasas e só a partir daí é que a madeira é colocada em abundância, o que fará com que a temperatura aumente, chegando a um resultado satisfatório.A temperatura final de queima é baixa e as peças ficam bem escuras - em sua maioria pretas. Como desvantagem, este forno tem o maior índice de quebra de peças durante a queima.


Primeiro cava-se o buraco da fogueira.
O buraco é preenchido com palha e sarrafos de madeira, que são queimados.


É necessário retirar toda a umidade do buraco. Ao lado, as peças esperam.




É preciso esperar que as chamas se apaguem e só restem brasas.


As peças são colocadas sobre as brasas e o buraco é coberto com uma grade de ferro.



Sobre a grade se acende o fogo, inicialmente brando, depois aumentando, que vai durar horas.


Chega a noite e a fogueira ainda está acesa.

No fim da noite a fogueira atingirá seu tamanho máximo, até se extinguir.


Créditos: http://artecatarina.blogspot.com/2010/06/fornos-artesanais-para-queima-para.html

Fornos artesanais para queima de cerâmica

Na empolgação do Festival de Arte de Palmas (Governador Celso Ramos), publiquei umas fotos da construção do forno e queima, na oficina de cerâmica com Célia Cymbalista. Agora, recebo a mensagem de Maria Araújo (parceira de festival), que trancrevo:

"Minha querida!!!!
Ainda sob os auspícios do festival, fui procurar as imagens das queimas realizadas no CEART, as quais foram publicadas na revista virtual (Edart), que hoje não existe mais (infelizmente), onde eu (entrevista), a Ale Teixeira (fotos) e o João Daltro (edição) realizamos, na época. Incluindo intrevistas com a Niva e o Canabarro.
Segue abaixo algumas informações e imagens.
Espero que gostes e desculpe a demora!!!
Beijão saudoso!!!
maria araujo:)"

Pedi autorização de Maria para a publicação, pois são informações preciosas.

Vou postar por tipo de forno:
Fogueira
Forno de serragem
Forno a gás
Forno de papel

21/06/2010

Oficina de Cerâmica com Célia Cymbalista





Uma das oficinas do Festival de Artes de Palmas foi a de cerâmica, com a ceramista e educadora Célia Cymbalista. Entre as atividades propostas, construiu-se um forno para a queima das peças, montado com papel jornal e barbotina. Durante a queima, alguns artistas da oficina de pintura fizeram uma intervenção, usando as paredes do forno como suporte.

(Gov. Celso Ramos, 2010) Imagens de Lilian Martins e Pita Camargo.