19/05/2011

Aquarelista Lindinalva Deólla participa de circuíto de exposições na Europa

A Artista plástica Lindinalva Deólla, foi selecionada para o Circuito Internacional da Arte Brasileira
(XVI CIAB 2011) representando Itajaí (SC) em exposições coletivas na Áustria, Portugal e Espanha.
O Circuíto integra também uma exposição no Museu Inimá em Belo Horizonte, em agosto.

As obras selecionadas são as aquarelas em papel "Marejada, a Festa Portuguesa de Itajaí" e "Procissão do Divino Espírito Santo" (foto).

Segue o roteiro de exposições:
Áustria, em Viena, no Lateinamerika Institut, de 3 a 10 de Maio.
Portugal, em Montemor-o-Novo, no Convento de São Domingos, de 12 a 19 de Maio.
Espanha, em Madrid, na Casa do Brasil, de 22 a 28 de Maio
Brasil, em Belo Horizonte, no Museu Inimá de 14 de julho a 28 de agosto.



Imagem da Obra "Procissão do Divido Espírito Santo" - onde a artista registra um precioso momento da cultura imaterial de Itajaí.

25/04/2011

Arte e ecologia estão na moda: nova coleção de camisetas sustentáveis homenageia artistas catarinenses

Além de pensar a moda nos 3 R's (Reciclar, reduzir, reutilizar), a Fujiro apresenta a nova coleção em parceria com o projeto "Arte para Usar", e homenageia quatro importantes figuras do cenário da arte catarinense, usando imagens e frases em camisetas feitas com tecido de PET. 

Os artistas homenageados nas camisetas da Coleção Fujiro Ecoarte são: Lindolf Bell, Elke Hering, Paulo Greuel e Elias Andrade.

Saiba mais sobre os produtos e os artistas em http://www.fujiro.com.br/blog/index.php/2011/03/a-arte-esta-na-moda/





  

16/04/2011

Olhar catarina e ecológico: vasinhos de caixa de leite

Caixinhas de leite e outros produtos reciclagem podem ser materiais muito interessantes para a criação de objetos úteis e bonitos. A artista plástica Lígia Spernau tem desenvolvido uma pesquisa com materiais de descarte, e desenvolveu estes vasos usando caixinhas de leite, e se apropriando da tradicional técnica da cestaria.

31/03/2011

COW PARADE: CHAMADA AOS ARTISTAS


As fichas de inscrições para a COW PARADE Santa Catarina já estão disponíveis no site www.facebook.com/cowparadesantacatarina

A chamada aos artistas da Cow Parade Santa Catarina está aberta a pintores, escultores, designers e público em geral interessados em participar deste projeto. O convite se estende tanto às crianças quanto aos adultos para que se apresentem um desenho original e viável de acordo com as especificações contidas na ficha de inscrição.

As esculturas de vacas pesam 50 kg, e ficarão presas a uma base de 300 kg. São 3 opções de esculturas: vaca de pé, pastando ou repousando.  

A data final para entrega de projetos é 29 de abril de 2011.

Façam seus projetos!
Informações - Labbo Negócios Digitais

22/03/2011

COW PARADE 2011 - AS VAQUINHAS CATARINAS ESTÃO CHEGANDO!


O Blog 'Arte Catarina - Conspirações Visuais Papa-Siris', recebeu da FAAPSC a ótima notícia da chegada da "COW PARADE" em Santa Catarina. É o maior evento de arte em espaço público, e as vaquinhas são um suporte muito bem humorado para as intervenções artísticas dos artistas locais.
Além disso, as obras, depois de "passearem" pelas cidades nos espaços mais inusitados, são leiloadas e os recursos, revertidos para entidades beneficentes.
Algumas vacas são escolhidas para fazer parte de uma coleção de miniaturas, que podem ser adquiridas pelo site de vendas Submarino.
Abaixo, o recado da FAAPSC, e algumas das vaquinhas de outras edições.
DIVULGAÇÃO
A FAAPSC - Federação das Associações de Artistas Plásticos de Santa Catarina - comemora a realização da “COW PARADE” em nosso estado.
Estamos entrando em contato antecipando a notícia da realização da “COW PARADE” em Santa Catarina, e estaremos encaminhando maiores informações assim que a organização da “COW PARADE” esteja disponibilizando. O projeto prevê, além dos artistas de relevância da arte catarinense, a abertura de inscrições individuais e coletivas ao processo seletivo. A FAAPSC teve bem aceita a sugestão de que possam ser realizadas obras de grupo de artistas, favorecendo assim a participação bem distribuída por todo o estado, e ampliando o acesso aos nossos associados.
Desde já, pedimos que as associações estejam divulgando, se articulando e procurando as informações acerca da “COW PARADE”, no site oficial www.cowparadesantacatarina.com.br , e elaborando suas propostas.
A “COW PARADE” é uma ótima oportunidade de divulgar a arte e os artistas catarinenses, e a FAAPSC apóia essa idéia!
Boas criações! Um abraço, PITA CAMARGO - Presidente da FAAPSC

10/03/2011

Mabeck - Espaço de Arte

Parcerias com novos artistas, cursos e oficinas de arte fazem parte da programação da artista plástica Carla Carvalho, nova gestora do espaço

A Mabeck, espaço de arte que reúne obras de artistas renomados do Brasil e do exterior, está sob nova direção. Passa das mãos da idealizadora do projeto, Marion Bubeck, para o comando da pesquisadora e artista plástica Carla Carvalho. “Queremos trazer novidades em cursos e outros movimentos para o espaço. Acredito que a Mabeck pode contribuir significativamente para o fomento da arte em Blumenau”, afirma Carla.
Na casa localizada na rua Assunção, 162, no bairro Ponta Aguda, encontram-se uma galeria de arte e espaço para cursos e oficinas. Nesta nova gestão, Carla traz parcerias com artistas como Silvia Teske, Fabiana Langaro Loos, Biba Schmitt, entre outros. “O nosso objetivo é divulgar o que vem sendo produzido em arte na nossa região e o intercâmbio com artistas de outros estados”, aponta.

Também estão na programação a partir do mês de abril cursos de pintura, fotografia, cerâmica, atividades recreativas com arte para crianças e seminários sobre Arte Contemporânea e História da Arte.

“Esse circuito de atividade tem a intenção de trabalhar o conhecimento sensível, o desenvolvimento estético, pois acreditamos que é por meio dele que se possibilita o crescimento do ser humano e do contexto cultural da nossa localidade”, explica Carla.

Na Mabeck, podem ser encontrados artistas locais como Guido Heuer, Roy Kellermann, Clovis Truppel, Nestor Jr. entre outros catarinenses como Luciano Martins e artistas de outros estados brasileiros.

Informações para a imprensa: Carla Carvalho, fone 3322-0340

Cursos para 2011

Fotografia
IVAN SCHULZE
Fotógrafo profissional, com obras expostas no Brasil e no Exterior.
Atualmente vem desenvolvendo pesquisas e produzindo material para suas exposições fotográficas, sempre com foco artístico.
Em quase 10 anos de carreira, Ivan já produziu várias mostras individuais e coletivas.
Recentemente, foi selecionado para apresentar uma de suas obras na Art Fair – Europa, feira artística que ocorre na Alemanha.

Desenho e Pintura em tela: Acadêmico e Surrealismo
J. NUNES
Ingressou na vida artística em 1984, sendo reconhecido em alguns salões de artes visuais, como o 27º Salão de Jacarezinho, o Salão Elke Hering etc.
Desde então, dedica-se na vida de artista plástico e professor, participando de exposições no cenário da cidade e de outros estados. Possui obras espalhadas pelo Brasil e pelo exterior.

Oficina de Criação e Artes para Crianças e Adolescentes
MÁRCIA GAZANIGA
Licenciada em Artes Plásticas pela FURB em 1998. Pós-graduada em Arte – Educação pela Universidade Regional de Joinville em 2004. Experiência profissional: Arte educadora, pintora, desenhista, ceramista e gravurista.

Ilustração como narrativa
GUILHERME KARSTEN
O jovem artista blumenauense Guilherme Frederico Karsten é um profundo admirador de cultura brasileira e atraído por assuntos sobre cultura contemporânea e sociologia.
Sua arte é ingênua, de cores fortes e vibrantes, com traços caricatos que remetem ao desenho animado. Descontração e simplicidade são referências em suas obras.

Oficina Breve de Escultura, Modelagem e Fôrma (Mármore e Resina)
PITA CAMARGO
Desde 1982, Pita Camargo participa de leilões, coletivas e individuais em SC. Tem realizado diversos painéis, murais, monumentos e esculturas para praças, construtoras, escolas e outras instituições. Em 1985 fez o curso "O Espaço e a Expressão" com Maria do Barro - FURB. De 1987 a 1992, participou de diversos cursos e oficinas na Fundação Cultural de Curitiba, entre eles, com Elvo Benito Damo, em 1993 - "Oficina de Escultura Avançada" com José Resende e a "Arte e a Estética" com Ko Reuter. Em 96, realizou uma exposição didática no Museu de Arte de Joinville - MAJ, desde então tem ministrado diversas oficinas de escultura, modelagem e forma - utilizando o mármore e resina para a preparação ao processo de fundição em cera perdida. Em 2001, realizou uma exposição individual no Museu de Artes de Santa Catarina e participou do I Simpósio Internacional de Esculturas em Mármore do Brasil, em Brusque/SC.

Oficina de Conservação Preventiva de Obras de Arte
LILIAN MARTINS
Técnica em Conservação e Restauro da Fundação Cultural de Balneário Camboriú
Aluna do ATECOR – Atelier de Conservação e Restauração – Fundação Catarinense de Cultura.
Desenhista, Pintora e Gravurista
Assina o Blog Arte Catarina - conspirações visuais papa-siris

MABECK - ESPAÇO DE ARTE
http://www.mabeck.com.br
Telefone 47 3322-0340 - E-mail mabeck@mabeck.com.br
Rua Assunção, 162, Ponta Aguda, Blumenau - Santa Catarina

04/03/2011

Interferências na paisagem urbana: Complexo Multiuso Itajaí Nações Unidas

Centro histórico de Itajaí, um roteiro de charme: à beira do Rio Itajaí, junto ao Píer Turístico, temos Igreja da Imaculada Conceição, Praça Vidal Ramos, Casa Burghardt, Solar Malburg, Mercado público e outras importantes edificações históricas.

No entanto, está se propondo, no centro desta mancha histórica, a construção do "Complexo Multiuso Itajaí Nações Unidas", um edifício com quase 120 metros de altura, 600 vagas de garagem, e "arquitetura arrojada".

O Blog Arte Catarina - conspirações visuais papa-siris - quer saber sua opinião!


26/02/2011

Istituto Arte na Escola lança material educativo sobre o artista catarinense Pita Camargo


O Instituto Arte na Escola resulta da institucionalização do Projeto Arte na Escola, criado em 1989 pela Fundação Iochpe. Tem como missão incentivar o ensino da Arte por meio de formação contínua do professor do ensino básico, investigando e qualificando processos de aprendizagem.

Os programas de Educação Continuada são realizados tanto na sede do Instituto Arte na Escola, em São Paulo, quanto por meio de universidades conveniadas que constituem a Rede Arte na Escola, que por sua ação atingem os sistemas públicos de ensino. Enquanto estratégia de trabalho, valorizamos a incubação de projetos a partir de resultados advindos da avaliação dos mesmos, sua disseminação por meio de parcerias em rede.. Grupos de Estudo. Cursos. Seminários. Congressos e JornadasMidiatecaProduz, distribui e comercializa materiais educacionais que subsidiam o professor na sua prática docente. Estes materiais podem ser encontrados nos Pólos da Rede Arte na Escola, no portal ou na Loja Virtual.

O material sobre o artista catarinense Pita Camargo podem ser adquiridos através do site do Instituto Arte na Escola

25/02/2011

Viver e Morrer em Itajaí: visita monitorada dos acadêmicos da UNIVALI


No dia 23 de fereveiro, os alunos do Curso de Licenciatura em Artes Visuais da UNIVALI visitaram a mostra "Viver e Morrer em Itajaí", na Galeria Municipal de Artes. Os acadêmicos tiveram a oportunidade de apreciar as obras com o acompanhamento de Ane Fernandes, uma das curadoras da mostra. Na sequência, tiveram uma conversa com Lilian Martins sobre os desenhos em caneta e grafite sobre papel, que retratam o cotidiano da cadela "Violeta".
A mostra segue aberta a visitação até o dia 31 de março, e é uma ação do SESC Itajaí

20/02/2011

JORNAL DE SANTA CATARINA: PITA CAMARGO


JORNAL DE SANTA CATARINA - CADERNO VIVER
19/02/2011 N° 12181
CAPA
Pedras para a eternidade

O carro entra pelo portão da casa, no Bairro Bela Vista, em Gaspar, com o barulho das pedras sob os pneus. É o território do artista blumenauense Pita Camargo, que tem como uma de suas formas prediletas de trabalhar o esculpir do mármore:– Gosto de algo que busque a eternidade. As outras coisas se vão, as pedras ficam.Seu ateliê é no jardim, entre palmeiras e o canto dos passarinhos. Segundo o artista, o lugar faz parte da harmonia da forma. A entrada da casa também é um ateliê, onde Pita dá aulas e pretende transformar em escola e galeria. Lá fora, estão sobre algumas mesas as ferramentas para esculpir – máscara, óculos, régua e o onipresente pó que o esculpir das pedras provoca.Ao longo do espaço aberto se espalham pedras em estado puro, altas e largas, obras já finalizadas e em estado de acabamento. O objeto da atual evolução técnica nas obras também está lá: uma ponte móvel com guindaste, rodas e telhado, que permite ao artista movimentar as pedras, que chegam a pesar três toneladas. Lá, seu semblante sério e sua voz grave e firme se mesclam à própria arte. A criação de Pita é visceral, de dentro para fora.– As pessoas me perguntam: tu vive da arte? Não, eu vivo para a arte! – ele exalta. – Porque tudo o que eu ganho, gasto para fazer escultura.Pita Camargo começou aos 11 anos a fazer desenhos, gravura e pintura, mas não se adaptou. Usando o desenho como base, partiu para projetos tridimensionais. Aos 15 anos, fundiu seu primeiro bronze e ali, se encontrou. Na pedra, um detalhe lhe atrai: o peso.Hoje, seu estilo migrou do figurativo para o abstrato.–Antes eu fazia figurativo, por exemplo aquela ali (ele aponta para uma obra com um dorso), é uma mulher, é gostosa. O figurativo é obvio. Hoje, eu prefiro o abstrato, pois ele faz as pessoas pensarem.E, além de toda a complexidade da arte e o peso da pedra, ainda há o peso do trabalho. Pita mora sozinho e trabalha em casa. Todas as manhãs, ele acorda, faz seu café e vai trabalhar. Uma questão de disciplina.

15/02/2011

SESC Itajaí apresenta "Viver e Morrer em Itajaí"


Convite

O SESC de Itajaí, a Prefeitura Municipal de Itajaí, a Fundação Cultural de Itajaí e a Casa da Cultura Dide Brandão, convidam para a abertura da exposição coletiva “Viver e Morrer em Itajaí”.
O evento acontecerá no dia 17 de fevereiro de 2011, às 20 horas, na Galeria Municipal de Arte da Fundação Cultural de Itajaí, localizada na Rua Lauro Müller, n° 53, Centro.
A mostra permanecerá aberta à visitação até o dia 31 de março de 2011.

Artistas participantes: Cláudia Regina Telles, Coletivo Terceira Margem, Lilian Martins, Roberto Bocchino, Rudi Scaranto Dazzi, Silvestre João de Souza Júnior e Sociedade dos Pintores do Ângulo Insólito da Foz do Rio Itajaí-Açu.
Curadoria: Fernando Boppré e Ane Fernandes


Ane Fernandes e Equipe da
Direção de Artes e da Casa da Cultura Dide Brandão
-- Visite o Blog da Casa da Cultura Dide Brandão http://www.casadacultura.wordpress.com/

06/02/2011

“A quem isto serve?”, ou O uso crítico do senso crítico, por Carlos Orsi

Pegando carona nesta postagem do blog Rainha Vermelha, e também nos comentários que o Amálgama recebeu após publicar meu texto sobre homeopatia, queria comentar algo sobre o triste estado em que se encontra o chamado “senso crítico” hoje em dia.
Como Descartes já havia dito a respeito de “bom senso”, “senso crítico” é um item extremamente raro, na medida em que é valioso e, ao mesmo tempo, todas as pessoas parecem satisfeitas com o tanto que têm. Ao contrário da maioria das coisas a que a humanidade dá valor — dinheiro, fama, saúde ou beleza, por exemplo — e das quais muito nunca parece chegar a suficiente, com o “senso crítico” tudo mundo está satisfeito.
Infelizmente, a amostra disponível no mundo virtual sugere que quase todo mundo se contenta com muito pouco. As ocorrências do que passa por “senso crítico” nas caixas de comentário de blogs e reportagens me lembram do meu tempo de faculdade de Jornalismo, quando as corporações de mídia eram a Grande Besta e qualquer defesa dessas companhias com base no princípio da liberdade de imprensa era rebatida com um sorriso sardônico e a frase de efeito: “Liberdade de imprensa ou liberdade de empresa?”
O que é uma boa frase, mas um péssimo argumento. Digo, se você não gosta, digamos, da linha editorial do Estadão e está disposto a fazer algo a respeito — além de cancelar sua assinatura, o que é um jeito de votar usando o cartão de crédito –, a liberdade de empresa é o que lhe permite investir o quanto quiser (ou o que conseguir emprestar no banco, ou arrecadar com outras pessoas também insatisfeitas) na criação de um novo jornal que diga exatamente o que você acha que deve ser dito. Enfim, num ambiente livre de censura estatal, a liberdade de empresa é o que viabiliza a liberdade de imprensa. Simples assim.
No mundo virtual, a frase de efeito é “a quem isto serve”. Ela é extremamente ecumênica: ambientalistas exaltados usam-na contra quem argumenta em favor dos transgênicos; negacionistas do clima usam-na contra ambientalistas; esquerdistas usam-na contra a direita; direitistas, contra a esquerda. O novo Código Florestal deixa de ser discutido com base em seus méritos (extremamente duvidosos, de acordo com
amplo consenso científico), e passa a ser tratado como um Fla-Flu entre agentes subversivos a soldo de ONGs estrangeiras com fins inconfessáveis e a ganância desmedida do agronegócio predatório. (A ironia de ser um deputado do PCdoB — provavelmente a agremiação mais acusada, em toda a história brasileira, de fazer subversão a serviço de potências estrangeiras — o principal denunciador dos inomináveis laços internacionais críticos do código não tem nada a ver com esta postagem, mas é boa demais para que deixe de ser mencionada.)
O que vou escrever agora talvez seja uma novidade bombástica para muita gente envolvida em debates travados via Twitter, em listas de e-mail e nas seções de comentários dos blogs: fechar-se numa igrejinha ideológica e lançar suspeitas de conspirações funestas e intenções macabras sobre quem discorda da, ou questiona a, teologia da sua seita particular não é exercer o senso crítico. É abster-se dele.
E é também um gigantesco exercício de preguiça mental. Se o argumento X me parece inatacável e não tenho nada a oferecer para contrapor aos dados Y, sou livre para ignorar aquilo tudo e continuar com meus preconceitos queridos, porque quem articulou X e apresentou Y é um mau caráter mal intencionado.
Esse atalho heurístico pode ser útil se você é o Super-Homem e Lex Luthor está tentando lhe convencer a deixá-lo apertar o botão vermelho onde está escrito SELF-DESTRUCT, mas no geral a saída mais honesta é pedir um tempo, raciocinar a respeito do argumento e pesquisar sobre os dados antes de cristalizar uma conclusão.
Em lógica, às vezes se diz que uma pessoa que se recusa a reconhecer a conclusão válida de um argumento está sendo “perversa”. Por exemplo, é uma “perversidade” aceitar que todos os homens são mortais e que Sócrates é um homem, mas negar que Sócrates seja mortal. A questão “a quem isto serve” pode até ter mérito em alguns contextos mas, da forma como vem sendo usada no debate online, basicamente só serve para acobertar preguiça e perversidade. Com o bônus de fazer quem a usa passar por esperto — mas só dentro da igrejinha.
Jornalista e escritor. Autor de dois romances de ficção científica e de vários contos, publicados em papel e online. De 2005 a 2010, foi editor de ciência do estadao.com.br.

22/01/2011

Conspirações musicais de Venâncio Domingos Neto: quando componho, o texto já sugere uma imagética

Do verbete se fez música
Abusando da sonoridade das palavras, itajaiense Vê Domingos disponibiliza o primeiro CD na internet

Um Chevette, a Beyoncé, um pitbull e um Rayban paraguaio.
A associação desses elementos tão díspares se dá em uma
das letras do primeiro disco solo do itajaiense Vê Domingos, i
ntitulado Prosa Fina em Byte-Light Chic.

E não é só na mistura de carro, cantora e cachorro que o
músico se mostra habilidoso. Os ritmos presentes no álbum
trazem diversas direções da música brasileira, mas, no final,
a bússola acaba apontando mesmo para Itajaí.


Na última quarta-feira, Vê Domingos disponibilizou todo o
trabalho para audição e download gratuito no site de música
TramaVirtual
(www.tramavirtual.com.br/vedomingos).
O álbum físico, que tem apoio da Lei de Incentivo

à Cultura de Itajaí, deve sair somente daqui a 45 dias e, até lá,
o músico terá a chance de perceber o clima da recepção do público
em relação às músicas.


– A ideia é sentir qual pode chamar mais a atenção, qual vão gostar mais – explica Domingos.

Vê Domingos comenta que Prosa Fina em Byte-Light Chic traz
referências de estilos que surgiram com naturalidade no processo
de composição e também pela parceria com os amigos e convidados
para a produção do disco.

Por isso, aparecem o requinte do jazz, a leveza do reggae,
o desprendimento do samba e a energia do rock.


Mas o ponto forte do disco é a letra. Se na melodia a mistura
é a característica principal, as letras se unem pela brincadeira
e domínio dos verbetes que Vê Domingos apresenta aos ouvidos.
Na estranheza, similaridade

ou sonoridade das palavras, o músico constrói um cenário de
fantasia com toques de esperteza, agilidade e bom humor.


– A priori, é do texto que nasce a música, e não ao contrário –
comenta o músico, que ainda completa explicando que busca
uma simplicidade que fuja do piegas.


Da música nasce outra arte. Vê Domingos também é artista plástico,
com fortes referências musicais em suas obras. A capa do disco, por
exemplo, foi produzida por ele. Além disso, o compositor está com a
exposição
Gestual aberta na Galeria Municipal de Arte da Fundação
Cultural de Itajaí, Rua Lauro Müller, 53, Centro. A mostra pode ser
visitada até o dia 27, sempre das 8h às 13h.


E as obras têm certa musicalidade. Suas próprias canções inspiram pinturas.

– Quando componho, o texto já sugere uma imagética – comenta Vê Domingos.


Fonte: Jornal de Santa Catarina, 21/01/2011

12/01/2011

"O JOAQUIM E A GUILHERMINA”


"O JOAQUIM E A GUILHERMINA”

no Consulado de la República Argentina en Florianópolis.


Na Quarta feira 12 de Janeiro as 19:00 horas, o artista plástico Argentino Guido Bogetti, abrirá a exposição “O Joaquim e a Guilhermina”, na sede do Consulado da República Argentina, em Florianópolis, onde mostrará seus últimos trabalhos.


Após ter exposto na França com enorme sucesso, volta ao seu ateliê na cidade de Balneário Camboriú, onde retoma seu trabalho inspirado na vida dos pescadores catarinenses, O Joaquim e a Guilhermina é uma exposição de 14 quadros ao óleo; representam os personagens das pequenas vilas do nosso litoral e estão retratados pelo artista em situações tão cotidianas quanto particulares.

O Joaquim pescando, ou dançando junto a sua mulher, a Guilhermina, ou ambos assistindo a missa antes de ir para o mar.


Simpáticos ou dramáticos “os momentos retratados representam não somente a vida simples do litoral catarinense, mas também a realidade cultural da America do Sul”, diz o artista.


Guido Bogetti nasceu em 1940, numa pequena cidade de imigrantes Italianos, no interior da Província de Córdoba, Argentina; sobrinho do notável pintor Armando Molina Rosa, cursava cinematografia na Escola de Artes da UNC, (Universidade Nacional de Córdoba) quando descobriu sua verdadeira vocação pelas artes plásticas, formando-se como professor de desenho e pintura. Completa sua formação com os Professores de artes Martiniano Schieppaquercia e Luis Sosa Luna.


Suas obras começam a cobrar notoriedade por volta de 1979, quando os mais importantes museus e galerias de artes revelam o trabalho do pintor.


Tendo passado por múltiplas tendências da plástica no decorrer de sua atividade artística, seguindo seu inquieto e investidor espírito, encontra-se hoje, com muita experiência recolhida. Sempre dentro do Americanismo, figurativo e expressionista o pintor expressa na sua obra a terrível força do espírito latino-americano, o sol na pele de seus habitantes e rostos de olhares profundos.


Na Quarta Feira 12 de Janeiro de 2011, as 19:00 horas, o Cônsul da República Argentina em Florianópolis, Ministro Alberto Agustín Coto, receberá o artista, autoridades, jornalistas da imprensa Estadual e convidados para o coquetel de abertura da mostra, que permanecerá aberta a visitação até o dia 2 de Março de 2011. Durante a vernissage será apresentado um documentário sobre a influência do sistema político Argentino e a realidade social na obra do artista Guido Bogetti.


Mais informações: 48 3024 3035 – 36 (Consulado da República Argentina) 47 3366 7092 - 8404 6668 (Trotamundos films, produção da exposição) 47 3361 7081 (ateliê do artista)

10/01/2011

Indicador Catarinense das Artes Plásticas


Já está disponível para a visualização na internet a terceira edição, revista e ampliada, do Indicador Catarinense de Artes Plásticas. O projeto de autoria de Harry Laus tem a organização de Nancy Terezinha Bortolin, com coordenação de Maria Tereza Collares e Jayro Schmidt, pesquisa de Eliane Prudêncio da Costa e Mateus Bernardes. A realização é da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), através do Museu de Artes de Santa Catarina (MASC).


Para acessar, entre em http://www.masc.org.br/ e clique no link "Indicador Catarinense das Artes Plásticas".

08/01/2011

Para recuperar a Dide Brandão: Laudo vai determinar continuidade das obras de restauro da Casa da Cultura


Um laudo que deverá ser entregue em 10 dias vai determinar quais medidas devem ser adotadas para a recuperação e reforma da parte do telhado da Casa da Cultura que desmoronou na quinta-feira (6). O documento será elaborado por engenheiros e arquitetos da Prefeitura de Itajaí e da Construtora Desterro, responsável pelas obras de restauro da Casa da Cultura. As obras seguirão em ritmo normal nas áreas não afetadas pelo desabamento. O prédio da Casa da Cultura Dide Brandão, no Centro da Cidade, passa por obras de restauro e conservação desde agosto do ano passado. Ontem, por volta do meio-dia, o telhado frontal desmoronou. Como era horário de almoço, por sorte, não havia ninguém no local e não houve feridos. De acordo com o engenheiro da Prefeitura, Marcelo Schlickmann de Souza, um grupo técnico fará vistorias no local para a elaboração de um laudo que determinará como continuar as obras naquela parte em que o telhado desabou. A preocupação com a continuidade das obras é justamente por se tratar de um minucioso restauro. Ainda segundo o engenheiro, a empresa está fazendo um excelente trabalho de restauro e o incidente deve ter sido causado pela ação de cupins, da chuva e pelo fato da platibanda frontal ser mais alta e pesada.


Fonte: FCI
Foto: Lilian Martins, em 28/03/2009

Opinião: O que Balneário Camboriú precisa na área da cultura?

Resposta de Lilian Martins, em atenção a enquete do Jornal Página 3 (31/12/2010), publicada em 08/01/2011
Caros jornalistas do Jornal Página 3
Venho dizer que aprecio o respeito que vocês dedicam à cultura, denotando o reconhecimento da importância da arte e da cultura para o desenvolvimento social de Balneário Camboriú. A abertura democrática à discussão da nossa cultura a fortalece, a consolida. Com entusiasmo li a edição do dia 31 de dezembro, e me motivei a contribuir com a matéria.
Sobre a pergunta “O que Balneário Camboriú precisa na área da cultura?”, penso que a autora da coluna “Opinião” da mesma edição responde muito bem: Política Pública. E Política Pública depende de esforços do poder público, iniciativa privada e comunidade. Não basta dizer que “não há vontade política”, “há muita burocracia”, ou ainda, “faltam eventos”. É compromisso de todos nós, como contribuintes, eleitores, gestores, consumidores e produtores culturais.
Cito algumas coisas já realizadas neste sentido, que foram citadas na matéria, mas parece que há um desconhecimento por parte dos produtores culturais da nossa cidade.
Gostaria de informar a existência da LEI Nº 2938, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2008, que "DISPÕE SOBRE O PROGRAMA MUNICIPAL DE INCENTIVO E FOMENTO A CULTURA PARA APOIO À REALIZAÇÃO DE PROJETOS CULTURAIS, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS". Pode-se dizer que já há um esforço no fortalecimento dos núcleos produtores, que em geral, precisam de um pequeno incentivo para produzir grandes resultados.
Sobre o Arquivo Histórico Municipal, como funcionária efetiva do setor, digo que este está em funcionamento atendendo todos os dispositivos da LEI Nº 1293/1993, que "CRIA O ARQUIVO HISTÓRICO DO MUNICÍPIO DE BALNEÁRIO CAMBORIÚ". Esta lei, na íntegra, pode ser consultada no site da Prefeitura de Balneário Camboriú e no próprio Arquivo Histórico de Balneário Camboriú. É de conhecimento público que o Arquivo de nossa cidade tem uma das melhores estruturas do estado, equipado com arquivos deslizantes próprios para a conservação do acervo documental e icnográfico. Recentemente, inclusive, a equipe teve muito êxito na recuperação de um acervo de negativos de vidro, que brevemente estarão disponíveis para a apreciação da comunidade. É muito importante que a comunidade se aproprie efetivamente do conhecimento que temos guardado.
Para uma cidade de apenas 46 anos de emancipação política, sem tradição em cultura e que abriga um grupo cultural extremamente heterogêneo, avançamos consideravelmente. Tombamos como patrimônio histórico a Igrejinha Luterana (DECRETO Nº 2937, DE 1998) e a Igreja de Santo Amaro (DECRETO Nº 3007, DE 1998), criamos a Biblioteca Pública (1968) e o Arquivo Histórico (1993), uma Fundação Cultural e Conselhos (LEI Nº 2397 DE 12 DE NOVEMBRO DE 2004), criamos “Áreas Especiais de Interesse e do Patrimônio Histórico e Ambiental” (LEI Nº 2794, DE 14 DE JANEIRO DE 2008), e outras tantas leis para a área da cultura. Mas também, chamo a responsabilidade dos produtores culturais em geral, que muitas vezes são desarticulados, não desenvolvem projetos coerentes, não pesquisam ou fazem planejamento, e esperam que o poder público faça tudo e que o público consumidor de cultura simplesmente apareça em seus “eventos”. Como consumidores de cultura, faltam visitas à Biblioteca, ao Arquivo, à Galeria de Artes, aos recitais, às produções locais. Como fiscalizadores das políticas públicas, falta o nosso comprometimento enquanto comunidade. Muito se fala em consciência ambiental. Não vejo as questões do meio ambiente dissociadas dos aspectos sociais e culturais. Espero que, em 2011, possamos despertar também para uma consciência cultural.
Lilian Martins
Artista Plástica, Conservadora e Restauradora de Bens Culturais Móveis

28/12/2010

Negativos de vidro: escanear para preservar a memória

Sobre o assunto da postagem anterior, os negativos de vidro, divulgamos agora parte do processo, que revelou lindas imagens no acervo do Arquivo Histórico de Balneário Camboriú.

Os negativos estavam sem data e a única identificação é a inscrição "Fischer - Bom Retiro" na parte inferior da caixa.

1. Os negativos de vidro estavam acondicionados em uma caixa de papel, sem isolamento entre as peças. Haviam sujidades aderidas, fungos, marcas de dedos, manchas, riscos. A emulsão estava instável em uma das 17 peças. Abaixo, registro do estado das peças:

2. Após uma limpeza superficial, os negativos foram escaneados:
3. Consultamos os manuais de conservação de acervo fotográfico para fazer uma limpeza mais profunda. Pesquisamos também sobre o processo de escanner de negativos, e apesar de nosso equipamento não ser o mais adequado, conseguimos este resultado:

Outros resultados:






24/12/2010

Descobrindo imagens no Arquivo Histórico de Balneário Camboriú


Constituem acervo do Arquivo Histórico de Balneário Camboriú, uma coleção de negativos de vidro. A coleção está sem identificação, e encontravam-se em estado de conservação ruim. Os negativos foram limpos e escaneados, e as imagens digitais trabalhadas. O cotidiano no Laboratório de Conservação e Restauro sempre é cheio de surpresas. Resta agora, o trabalho de identificação destas belas imagens.


Equipe que colaborou com o trabalho: Olga Blessmann, Renata Araujo, Lilian Martins, no Arquivo Histórico de Balneário Camboriú.
Colabore com o Arquivo Histórico, entre em contato!
Terceira Avenida esquina com Rua 2500, Balneário Camboriú
(47) 3264 5706

21/12/2010

O Fabricante Moderno de 1941

Muitas vezes me pego lendo trechos de certos livros velhos (ou antigos...). Além da grafia e da construção textual, observo as letras (tipos), a organização dos textos, as ornamentações e ilustrações. Reúno as pistas para imaginar o modo de vida na época em que foi escrito. Tenho uma predileção aos manuais. Este, O Fabricante Moderno, é de 1941.

16/12/2010

Paleta de pintura


Paleta, em pintura, é o instrumento tradicional que o pintor usa para suporte da suas tintas. É onde a criação começa a se materializar, passar de realidade idealizada para realidade plástica. Como sou pintora, e de escola tradicional, tenho uma ligação íntima com esse instrumento. Uso a mesma paleta de quando comecei a pintar, ainda criança, uma de mão, retangular, que vinha na maleta de pintura da “Trident”. No princípio, a dividia com minha irmã, mas quando ela percebeu que a atividade permaneceria, providenciou uma outra maleta, um pouco mais incrementada, e que vinha com uma paleta maior, ficando a anterior definitivamente comigo. No atelier, quando adquirimos um cavalete profissional, foi mandado fazer sob medida uma paleta de bancada, toda invocada. No entanto, eu sempre retornava à velha paleta de mão, não sei se por apego, costume ou praticidade.

O momento disparador desse texto foi a limpeza da paleta. O mestre Dinyz sempre dizia que a paleta é o espelho do artista. Deve estar sempre organizada e limpa. Ela mostra as escolhas do pintor, revela parte da sua identidade. As lições do mestre incluíam a forma de dispor as tintas, a sequência, como misturar as cores. Mas não adianta, gosto de ver a briga do azul com o laranja, não sei usar o carmim sem esmeralda, amo misturar tinta com o pincel. Gosto muito, mas muito mesmo, de deixar as tintas que sobram acumulando nas beiradas, formando camadas, limpando toscamente o centro para uma nova mistura. Amo tirar um dia inteiro para limpar a paleta, raspando as tintas, descobrindo as cores das camadas anteriores, formando contrastes. É um momento de fruição, lendo imagens que ficaram escondidas. Girando a paleta, vejo os reflexos na água, um fundo de mar, um caminho no mato, árvores, céus, gaivotas. Vou encontrando as imagens, até chegar na madeira, com os resquícios das primeiras tintas, dispostas na “sequência ideal”. Neste momento, reflito sobre os ensinamentos dos mestres Dinys e Venâncio, relembro a sensação da descoberta de novos verdes e violetas.


No ano de 2007, apresentei a mostra “Viração”, onde eu refletia sobre as embarcações tradicionais catarinenses através das suas pinturas raspadas. O mestre tem razão, a paleta nos revela. Essas imagens são retóricas, já estavam todas prontas, há algum tempo, na face da minha paleta.


Imagem - paleta de Lilian Martins scaneada durante o processo de limpeza. Clique e salve, depois descubra imagens você também...

14/12/2010

Fabiana Langaro Loos: Costa Verde e Mar em Sampa


Olá!!
Convido para o coquetel de abertura de minha exposição "Costa Verde e Mar", dia 16/12 (quinta-feira) das 20:30 às 23 horas, na Galeria a Mali Villas-Bôas, no Itaim Bibi, na capital paulista.
Obrigada. beijos, Fabi

Galeria Mali Villas-Bôas - Rua Tabapuã, 838 (Travessa Alex Vallauri, 5) - Itaim Bibi - 04533-020 - São Paulo/SP

www.galeriamalivillasboas.com.br www.twitter.com/GaleriaMVB

(55)11-3078-4586/3078-0541


Fabiana Langaro Loos - artista plástica
55 47 9989-2913
fabiloos@terra.com.br
fabi_loos@hotmail.com
www.fabianalangaroloos.com.br
Balneário Camboriú - SC - Brasil