13/05/2010

Restauradora da Fundação Cultural de Balneário Camboriú realiza visitas técnicas em São Paulo


A Técnica em Conservação e Restauro, Lilian Martins, do Laboratório de Conservação e Restauro da Fundação Cultural de Balneário Camboriú, nesta semana, esteve em viagem técnica pelo estado de São Paulo, um grande centro de conhecimento e cultura. A possibilidade de entrar em contatado com instituições que possuem ações de conservação e restauro, traz benefícios para o nosso Laboratório de Conservação e Restauro, no que diz respeito a conhecer as estruturas físicas, as tecnologias, os materiais empregados e os profissionais atuantes.


Dentre as instituições visitadas, está o Laboratório do MASP, e a visita foi dirigida pela Coordenadora de Conservação e Restauro do MASP, Sra. Karen Barbosa. Além da estrutura física, fez-se o reconhecimento das etapas de restauração e documentação da obra “Hymeneus travestido assistindo a uma dança em honra a Príapo”, de Poussin (cerca de 1634) coordenada por uma equipe do Louvre, e que está em exposição no segundo andar do museu.




Em Campinas, a visita foi ao ao LAPAC – Laboratório de Automação e Prototipagem para Arquitetura e Construção da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da UNICAMP, que tem desenvolvido um importante trabalho junto a Pinacoteca do Estado de São Paulo, escaneando as esculturas do acervo e imprimindo em 3D, em escala reduzida, facilitando as ações curatoriais, planejamento e movimentação das obras no espaço expositivo.



Também fez parte do itinerário, a abertura da exposição de Victor Brecheret, no MUBE, Museu Brasileiro da Escultura e visita ao centro histórico de Embu das Artes.



Segundo Lilian, o contato com os profissionais da área possibilita o intercâmbio de informações importantes e a definição de parâmetros de intervenção que contribuem para a preservação da memória coletiva, através da conservação do patrimônio histórico e cultural.

Os princípios de uma restauração “à francesa”

Os princípios de uma restauração “à francesa”
Béatrice Sarrazin – Chefe do Departamento de Conservação-Restauração C2RMF – Centro de Pesquisa e de Restauração dos Museus da França



A restauração é um procedimento crítico que leva em conta vários parâmetros. O ato de restauração é, de fato, uma intervenção sobre a matéria da obra, com a consciência nítida de sua vulnerabilidade e de seu caráter insubstituível. Contudo, um projeto de restauração não é simplesmente uma proposta técnica; ele se completa por outras considerações de ordem científica, mas também histórica e deontológica, uma vez que a obra carrega em si valores que evoluem e se transformam em cada época.
Várias respostas podem ser dadas à pergunta “porque são feitas restaurações?”. A primeira está ligada à materialidade do objeto: restaura-se para preservar a integridade da obra. Um quadro, por exemplo, é feito de materiais de naturezas diversas, unidos em uma ordem escolhida pelo artista. A segunda diz respeito à maneira como as gerações passadas consideraram a obra: restaura-se para garantir o respeito e o seu significado cultural, histórico e artístico. A terceira está relacionada ao valor patrimonial que se quer dar à obra: restaura-se para assegurar e sua passagem para as futuras gerações. No entanto, a obra sofreu os efeitos do tempo. A matéria envelheceu; transformou-se. Ela apresenta alterações, algumas delas irremediáveis (fissuras, desgastes, descoloração dos pigmentos). Ao optar por restaurar uma obra, não se busca recuperar o estado original/criativo, definitivamente perdido, mas sim, alcançar um estado que resulte de uma interpretação crítica e que leve em conta a história do objeto.
Alguns princípios estabelecidos por nossos antecessores guiam o nosso trabalho cotidiano nos ateliês de restauração do Centro de Pesquisa e de Restauração dos Museus da França. A restauração é um processo interdisciplinar para o qual são necessárias as competências do restaurador, do cientista e do historiador de arte, cada um contribuindo para a compreensão da obra e trazendo respostas possíveis às perguntas feitas. A observação visual, o estudo científico (exames, análises e datação), o conhecimento técnico e histórico, nutrem a reflexão que precede a intervenção. O profissional formado e experiente tem, em última instância, o imenso privilégio de tocar na obra. Esta colegialidade se expressa em comitês científicos que garantem o acompanhamento e a validação das etapas da restauração. A operação como um todo é documentada, cada etapa do processo sendo um registro.
A restauração baseia-se na escolha de um modo de proceder. Esta decisão é norteada pela própria obra e se faz em função dela. A escolha decorre das possibilidades – mas também das impossibilidades – técnicas. Ela traduz a concepção que nós temos da obra. A opção escolhida é sempre ponderada, discutida, e a qualquer momento, deve poder ser justificada. Este trabalho exige prudência e humildade, momentos de pausa e de reflexão. A escolha final contém uma parte subjetiva ladeada pela metodologia estabelecida.
Caracterizada por um constante equilíbrio entre a prática e a teoria, a restauração se apoia na seguinte regra tríplice, formalizada nos anos 1970: estabilidade, reversibilidade e legibilidade. Concebida como um ideal a ser atingido, é importante medir seus limites: a estabilidade diz respeito à compatibilidade dos materiais; a reversibilidade, noção mais complexa, se refere aos materiais acrescentados, especialmente os do retoque, que devem poder ser retirados facilmente. Quanto à legibilidade do ato do restaurador, ela pode ser real, no caso de uma restauração arqueológica, ou localizável pela documentação constituída durante a operação.
Toda intervenção parte de uma constatação: em qual ponto ou aspecto o estado de uma obra deixou de ser satisfatório? Geralmente, vários níveis de intervenção podem ser considerados. O critério de conservação prevalece sobre a intenção de interromper, ou, ao menos, desacelerar, o processo de degradação com o intuito de prolongar a existência da obra. Mas a abordagem estética, certamente mais objetiva, escorada na ideia de que convém melhorar o aspecto visual, continua sendo essencial. Pois a compreensão da obra torna-se algumas vezes difícil. No caso da pintura, a imagem pode ser traída por repinturas, frequentemente transbordantes. Quanto aos vernizes, algumas vezes eles se amarelaram e se oxidaram, modificando assim a escala de cores e atenuando os contrastes. Na França, é tradição privilegiar a abordagem técnica mais favorável para a manutenção de uma leve camada de verniz antigo, contribuindo para a “pátina” - sinal da passagem do tempo. A intervenção de restauração repousa então sobre a definição do protocolo mais apropriado.


Este texto foi extraído do Livro "Poussin - Restauração - Hymeneus travestido assistindo a uma dança em honra a Príapo", editado pelo Instituto Totem Cultural e Imprensa Oficial

06/05/2010

Resgatando as memórias de pirralha


Pensando no aniversário das amiguinhas dos tempos de escola, fica aqui o registro das minhas lembranças...
Felicidades, meninas!
Lilian
(clique na imagem para ampliá-la)

29/04/2010

Ventará assim que começe a ventar...



Espio as páginas dO Mundo Imaginário de Denise Roman, e mergulho em estórias de crianças, brinquedos, brincadeiras, florestas de ursos de pelúcia, pipas e sapatilhas... Fico com vontade de desenhar, de resgatar as brincadeiras infantis, de imaginar minhas próprias estórias nos desenhos de Denise.


Fiz uma oficina de gravura com Denise Roman a uns anos, e tenho saudades. Ganhei o livro O Mundo Imaginário de Denise Roman, presente de minha irmã, e veio com a graça do Ex Libris, um carinho delicado da artista.

28/04/2010



A 12ª Edição do Salão Nacional de Artes de Itajaí, que acontece de 21 de junho a 22 de julho de 2010, no Pavilhão de Feiras do Centreventos Itajaí traz novidades. O evento bienal será mais elaborado e de maior proporção, em função de ser comemorativo aos 150 Anos de Itajaí.
Entre as novidades, está a nomenclatura Nacional incluída tanto no título do Salão, como em sua formatação mais vanguardista. Esta edição terá ainda um curador geral, Josué Mattos, recém chegado da França, onde morou por 10 anos dedicando-se a vários cursos, curadorias e mestrado na área; e um curador convidado do Rio de Janeiro, Ricardo Resende, atual diretor de artes visuais da FUNARTE.

Outra novidade são professores e arte educadores, também artistas, convidados para participar do Salão, entre os nomes já confirmados estão: Sandra Cinto (SP); Albano Alfonso (SP); Leda Catunda (SP); Elida Tesller (POA) e Caetano Dias (BA).

Além de estar aberto à participação de artistas brasileiros, residentes no Brasil ou no exterior, e estrangeiros legalmente residentes no país, o 12º Salão Nacional de Artes terá a indicação de artistas ex-alunos dos convidados já citados. Serão considerados trabalhos inseridos nas categorias: Pintura; Desenho; Gravura; Instalação; Vídeo-arte; Fotografia; Objeto; Escultura e Arte Pública.

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas gratuitamente, no período de 15 de abril a 15 de maio. O edital completo e ficha de inscrição estão disponíveis no site da Fundação Cultural de Itajaí www.fundacaoculturaldeitajai.com.br e no blog da Casa da Cultura www.casadacultura.wordpress.com.
O 12º Salão Nacional de Artes de Itajaí está inscrito na Lei Rouanet, do Ministério da Cultura, com a possibilidade de captação de recursos junto às empresas privadas que desejarem apoiar o evento.


FONTE - Renata FurlanettoJornalista DRT SC 02836-JPFCI

Fundação Cultural de Itajaí

(47) 3349-1516(47) 9911-7765

26/04/2010

Chita – do kitsch ao fashion




Chita é o tecido de algodão de trama aberta, chamado morim, estampado com desenhos essencialmente florais, de cores limpas e chapadas.


Sua origem é na Índia, e foi trazida ao Brasil pelos portugueses, no século XV, mas foi a partir da permissão da Coroa Portuguesa para impressão de tecidos e papéis que se deu a releitura nacional. Flores miúdas, médias e grandes, de desenho ingênuo, são estampadas com cores fortes e contrastantes, contornadas de preto, sobre um fundo liso. As chitas, chitinhas e chitões, devido ao apelo estético e custo baixo, conquistaram a população, sobretudo as camadas mais pobres, sendo usadas tanto no vestuário, como nos artigos de enxoval da casa, no artesanato e no folclore.
Hoje em dia, a chita ganha status com sua aplicação em artigos de personalidade. “É a cara do Brasil. Ela tem temperamento nacional. É alegre, colorida, expansiva, sensual, maliciosa, abusada, expõe-se, mas não perde a ingenuidade”, segundo Renata Melão, co-autora com Renato Imbrosi do livro “Que Chita Bacana”.


Usada no cotidiano das comunidades do interior, nas manifestações culturais, e pelos designers contemporâneos, o tecido popular adquire valor e firma-se como expressão de identidade brasileira.




Curiosidades:
*Chita é a derivação do termo “Chintz”, tecido floral inglês.
*Dizia-se que o vestido de chita descorado revelava a moça festeira.
*Reconhecidos estilistas e grifes usaram chitas nas suas criações: Ronaldo Fraga, Reinaldo Lourenço, Amapô, André Lima, Glória Coelho, Karla Girotto, Lino Villaventura, Madalena, Marcelo Sommer, Néon, Raia de Goye. Zuzu Angel foi a primeira estilista brasileira a fazer uso da chita para buscar uma expressão de moda brasileira.


Lilian Martins, artista plástica, pesquisa os padrões das chitas. A coleção pessoal conta com cerca de 250 amostras.



“Que Chita Bacana” ( Editora A Casa – www.acasa.org.br).

22/04/2010

Algumas orientações para a conservação de suas obras de arte

Pinturas:

  • Não utilize produto algum sobre a camada pictórica;
  • Retire periodicamente o pó, utilizando uma trincha macia delicadamente. Nunca use o aspirador de pó ou pano;
  • Limpe o verso da pintura sem pressionar, neste caso pode ser usado o aspirador de pó cerca de 20 centímetros afastado da superfície;
  • Observe se há sinais de infestação por insetos (cupins e brocas) ou fungos. Se houver, não aplique nenhum veneno e procure um profissional especializado;
  • Observe também as condições das molduras. Vale retirar as fitas de papel usadas no verso, muitas vezes elas escondem ataques de cupins;
  • Mantenha o bem abrigado de luz direta (natural ou artificial) e toda fonte de calor (aquecedores, churrasqueiras, velas, lareiras). A iluminação pode alterar a coloração dos vernizes e pigmentos, contribuir para o amarelecimento quando o suporte é papel, e o calor ocasiona a dilatação dos suportes;
  • Evite o contato com paredes ou ambientes úmidos, que contribuem para a proliferação de fungos;
  • Evite mudanças bruscas de temperatura;
  • Manuseie a obra o mínimo possível, e não toque na camada pictórica;
  • Para transportar um quadro ou guardá-lo, envolva-o primeiro em um um pedaço de TNT (tecido-não-tecido) limpo, prendendo com tirantes de algodão, e posteriormente plástico bolha e papelão. Armazene em lugar limpo, seco e ventilado, vistoriando regularmente para manter a integridade da obra. Nunca empilhe ou apoie as obras umas sobre as outras, garanta que estejam estáveis;
  • Caso haja algum dano a obra, não tente consertar: embale cuidadosamente e procure um profissional da área de conservação e restauro;
  • Procure um profissional da área de conservação e restauro para fazer um diagnóstico do seu acervo: prevenir é melhor que remediar.
  • Busque informações sobre Conservação, Restauro e técnicos especializados:
    Associação Brasileira de Conservadores-Restauradores de Bens Culturais
    http://www.abracor.com.br/
    Associação Catarinense de Conservadores e Restauradores de Bens Culturais
    http://www.accr.org.br/

Lilian Martins

Técnica em Conservação e Restauro

19/04/2010

Exposição no SESC em Curitiba




Exposição de Mara Sperandio, Marlene C. Severino e Lindinalva Deolla, no SESC em Curitiba

SACHÊS ANTI-TRAÇAS – Naftalina é coisa do passado...

Para evitar a atuação de agentes biológicos, como traças e baratas, a naftalina foi usada por muito tempo. Este hidrocarboneto aromático, só tem o seu uso eficaz se aplicado em peças lacradas, quando o composto é sublimado, ou seja, passa do estado sólido para o gasoso, transformando-se em um gás tóxico. Além do odor característico, outro inconveniente é que o produto pode nos causar infecções nos olhos, pele, no aparelho respiratório lesões no fígado e rins.

Para afastar traças dos guarda-roupas e acervos, sugere-se o uso de sachês naturais, que você mesmo pode fazer:

Receita Básica:

Pimenta preta em grãos, canela em pau e cravo da Índia, cerca de uma colher de chá de cada – faça pequenos saquinhos de tecido de algodão e distribua pelos compartimentos do guarda-roupas, gavetas, armários e prateleiras.
Variáveis:
Você pode acrescentar – uma colher de chá de serragem de cedro, folhas de louro, lavanda ou alecrim desidratados; Pingar 3 gotas de óleo essencial em um algodão, no aroma que preferir.
Para aumentar a eficácia, sugere-se trocar os sachês a cada 3 meses.
Lilian Martins
Técnica em Conservação e Restauro

16/04/2010

O uso de fitas adesivas


Em reparos de livros, documentos e obras de arte com suporte em papel, o uso de fitas adesivas deve ser evitado. Os adesivos como fitas "durex", dupla face, fita crepe, papel contact e etiquetas auto-colantes são compostas de materiais instáveis que colaboram para a deterioração do papel. As colas utilizadas normalmente são de natureza ácida, provocam manchas amareladas ou amarronzadas irreversíveis, reduzem a resistência do papel, e a cola perde aderência à medida que é absorvida pelas fibras do papel.
Como as fibras do papel são sensíveis às mudanças de umidade e temperatura, dilatando ou retraíndo, a parte que contém a fita fica "presa", e pode ocorrer a deformação do papel.
Pequenos reparos podem ser realizados utilizando materiais inertes e reversíveis, como a cola de metilcelulose e papel livre de acidez e baixa gramatura. Esses "curativos", quando realizados de maneira apropriada, garantem a manutenção da integridade física e estética do bem.

Deve-se observar, entretanto, que os papéis que estão muito ácidos e fragilizados devem passar por tratamentos específicos de conservação. Outra recomendação importante é estar atento às condições de acondicionamento e limpeza do acervo.

Busque orientações com o profissional da área de Conservação e Restauro para preservar seus bens e documentos.

Lilian Martins
Técnica em Conservação e Restauro
Fotos: Livro com danos ocasionados por fita adesiva na lombada,

14/04/2010

ATECOR - Ateliê de Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis
























Criado em 1982, pelo Prof. Aldo João Nunes - Especialista em Conservação-Restauração de Bens Culturais Móveis, formado pela Escola de Belas Artes da Universiddade Federal de Minas Gerais, tem como objetivo atuar na conservação - restauração do patrimônio cultural móvel do estado de Santa Catarina, com enfoque especial à restauração de pintura de cavalete e escultura policromada.

Atua diretamente junto ao acervo das unidades museológicas da fundação Catarinense de Cultura como o MASC - Museu de Arte de Santa Catarina, MHSC - Museu Histórico de Santa Catarina e Museu Etnográfico - Casa dos Açores, contribuindo ainda com instituições públicas, religiosas e particulares, orientando na conservação-restauração de seus acervos. Presta assessoria e acompanhamento às intervenções em bens integrados, pinturas murais e altares, dentre outros, de Bens Tombados pelo Estado.

Desenvolve atualmente um Programa de Capacitação Profissional, com a denominação de Estágio Supervisionado, do qual participam técnicos e funcionários ligados preferencialmente à instituições públicas, onde são repassadas informações técnicas, teóricas e práticas, sobre a conservação de obras de arte e bens culturais.

O trabalho aqui desenvolvido segue a mesma linha técnico-científica do CECOR - Centro de Conservação e Restauração da EBA - Escola de Belas Artes da UFMG. Este trabalho é fundamentado em principios científicos, critérios e metodologias reconhecidas nacional e internacionalmente.

O ATECOR funciona no CIC - Centro Integrado de Cultura e atualmente a sua estrutura de funcionamento está passando por reformas de melhorias.

A Fundação Catarinense de Cultura é uma das únicas instituições do Estado que possui um laboratório de Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis, estando este subordinado à Gerência de Patrimônio Cultural da Diretoria de Preservação do Patrimônio Cultural.
Fotos: Turma do Estágio Supervisionado no ano de 2009.

SOBRE A MESA





































Mini gravuras e desenhos à bico de pena, em exposição no La Martineria - Av. Normando Tedesco, Balneário Camboriú.

08/04/2010

VARAIS - Lígia Spernau






Em janeiro, sob o sol de verão, o varal anunciou a chegada de mais um.


O varal segue contando historias para o tempo, que vai passando sem parar e deixando as lembranças. Memórias da juventude colorida pelas amizades, da união em casamento e da formação da família.


O percurso, muitas vezes de vento e ventanias, ou como diria a mana, de “viração”, fez crescer, refletir, amadurecer.

Fez com que mesmo no cotidiano, aprendesse a perceber e incorporar o que é bom, o que traz alegria, o que estabelece relacionamentos e transforma a fé na esperança de um novo começo.

07/04/2010

Para recuperar uma casa







Registros de processo criativo da obra "Provas de Estado", de Lilian Martins, na manifestação pública "Recuperando a Nossa Casa", em prol da restauração da Casa da Cultura Dide Brandão, em março de 2009. Fotos: Pita Camargo

Inventando moda...







Linha de acessórios em couro: flores para enfeitar as bolsas, chaveiros, adornos de cabeça, colares e pulseiras. Produção artesanal, peças exclusivas.
Lilian Martins
(47) 91934030